quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Introdução - o primeiro barco

O primeiro carro, primeiro emprego, primeira namorada(o)... "o primeiro a gente nunca esquece".

Mas como evitar uma "primeira experiência negativa"?

A dica é pesquisar muito! Conversar com quem tem (e usa), ir nos eventos do meio náutico, fazer passeios com diferentes tipos de barcos, falar com mecânicos e empresas especializadas, ler bastante; enfim, o ideal é obter o máximo de informação possível (mas tem que saber separar a informação que faz sentido da "propaganda").

Finalmente com esse Post eu dou seqüência na "Introdução"!!

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Outubro de 2007, sai do São Paulo Boat Show com minha HABILITAÇÃO (na época Arrais Amador) e com a vontade redobrada de comprar o primeiro barco!!

Em casa as coisas estavam bem complicadas. A grande maioria dos amigos, a família e principalmente a esposa (Jamille), afirmavam que aquilo era coisa de louco... Que eu estava "fora do realidade", estava sonhando.

De fato era um sonho...

Eu andava pra lá e pra cá com revistas a tira colo, passava em marinas, lojas náuticas e enchia o saco dos vendedores. Gastei muito tempo pesquisando e me preparando.

A frase que eu mais ouvia das pessoas próximas era: "Barco são duas alegrias: Uma quando compra e outra quando vende". Mas não era isso que dizia meu coração. Eu tinha que ao menos tentar!

Só faltava achar o barco. Não estava fácil pois o orçamento era (muito) apertado...

Segui procurando e na penúltima semana do ano de 2007, o barco me achou!!!

Consegui de última hora, e com muito esforço, o semi-apoio da esposa. Era o que faltava! Ela até "liberou" dinheiro!!! Aquilo tinha que dar certo...

Fomos pra São Sebastião pra ver o barco. Uma lancha de 21 pés (6,30 mêtros), marca/modelo ALTERNATIVA 630 com um motor de popa MERCURY OPTIMAX 135HP V6... O estado geral da lancha (aparência) não era lá essas coisas, mas não importava, pois o principal estava muito bom, um excelente motor; e um "casco" com fama de "marinheiro" (navegar bem).

Levei um mecânico autorizado para fazer uma última avaliação e... NEGÓCIO FECHADO!


No mesmo dia já levei a lancha pra marina... NAVEGANDO! Claro, com o pessoal da marina a bordo, pois eu não teria a menor condição de levar a lancha sozinho... Por terra foi a carreta (num caminhão) e a Jamille levou o carro. Foram menos de 30 minutos de navegação, daqui ali, mas o coração sentiu como se eu estivesse atravessando um oceano.

Foi o tempo de chegar na marina e já era fim de tarde. Infelizmente a Jamille não passeou aquele dia. Voltamos pra São Paulo, pois no dia seguinte já era véspera de NATAL.

Dia 26-DEZ eu fui novamente pra praia. Infelizmente outra vez sem a Jamille, que ficou trabalhando. Contratei um marinheiro pra sair comigo e me ensinar a navegar, afinal, mesmo habilitado eu não estava "pronto" pra sair navegando. A idéia seria sair alguns dias com o marinheiro (meu xará, Fernando), mas felizmente o mar estava muito tranqüilo aquela época e acabei aprendendo rápido. O próprio marinheiro recomendou que no dia seguinte eu saísse sozinho (sem ele).

Dia 27-DEZ eu sai SOZINHO. Nervos a flor da pele... No final, foi uma boa idéia pois fica mais fácil "aprender" quando não tem aquela pressão da família e amigos a bordo. De qualquer forma o ideal mesmo seria ter pelo menos outra pessoa por lá, pois se alguma coisa desse errado, sozinho, eu estaria "frito".

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Já o dia seguinte (28-DEZ), foi o GRANDE DIA!!! O primeiro passeio com a JAMILLE... E não é que a Jamille gostou?! Ela adorou aquilo...

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E foi assim... Eu e a Jamille estávamos maravilhados com tudo aquilo. Adoramos aquela vida! O barco começou a aproximar muito a gente... No fundo, não era o barco; era o simples fato de estar lá, um do lado do outro, sem TV, Internet e nenhuma outra distração que o "mundo moderno" nos trás. Foi sem dúvida um NOVO COMEÇO.

No início nós ficávamos em Caraguatatuba, saindo em passeios diurnos com a lancha. É assim que a maior parte das pessoas usam o barco.

Enfrentamos bons mares, mas também alguns momentos de mar agitado e tempo ruim. Aprendemos dia-a-dia (e seguimos aprendendo). Só mesmo muitas horas de navegação e muitas situações diferentes é que faz um pessoa realmente aprender a navegar.

Já em Abril de 2008, nas minhas férias, dormi pela primeira vez no barco, na ILHABELA... Foi mágico!! Nessa ocasião a Jamille não estava junto, pois foi num dia de semana e ela não estava de férias. Dias depois ela dormiu junto... A primeira noite é sempre "tensa".

Foi outra novidade pra gente (dormir no barco). As limitações eram enormes. Uma 21 pés "cabi-nada" oferece menos conforto que muito camping por ai. Mas nos adaptamos muito rápido e aquilo passou a ser emocionante pra gente, pois mesmo sem conforto nós podíamos ficar até tarde nas praias, sem aquele "horário marcado" para retornar para a marina. Começamos a aproveitar nada menos que o final de tarde no barco, vendo o sol de por, por vezes acompanhado por um vinho frisante bem geladinho.


Muito bom dormir num barco pequeno... Sem TV, sem Internet, sem distrações. Essa é a parte boa, a parte ruim é: sem banheiro, sem chuveiro, sem geladeira (hahahahaha)... Só que não importava. Tomávamos banho as vezes num "apoio náutico" próximo da onde estávamos, e outras no chuveiro (gelado) do quiosque logo a nossa frente! No final do dia saiamos pra curtir a charmosa noite de Ilhabela e no dia seguinte tomávamos café da manhã do hotel logo em frente (onde aproveitávamos para usar o banheiro).

Nosso primeiro barco, essa lancha "cabi-nada" de 21 pés, foi (re)batizada como: FÊNIX

Um sonho... realizado!

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"SÓ SE LEVA DESSA VIDA A VIDA QUE SE LEVA"

No próximo Post vou falar de uma pequena reforma que fizemos na FÊNIX, que ficou bonitona... e também do primeiro passeio (de lancha) para PARATY, ANGRA e ILHA GRANDE que foi sem dúvida marcante em nossas vidas.

Obrigado por nos acompanhar!!

Abraços ;)
Fernando Previdi

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

São Paulo Boat Show 2010, Revista Náutica e FÓRUM

Você gosta de barcos? Então ESSA É A HORA... de pelo menos conhecer essas incríveis "máquinas de curtir a vida":

São Paulo Boat Show 2010 começa AMANHÃ, 14-OUT-2010!

Site oficial: http://www.boatshow.com.br/

Eu pensando no Post sobre meu primeiro barco, chego em casa e lá está, em cima da mesa, a revista desse mês... na capa a matéria com esse nome: "Meu primeiro barco"... Que coincidência! Coisa da época... Já começou o "pré-verão". OBA!

Fica a dica, REVISTA NÁUTICA, nas bancas. Essa reportagem que falei apresenta vários modelos de lanchas e fala sobre "algumas variáveis" que devem ser consideradas na hora da compra do primeiro barco (revista desse mês, Outubro/2010, n° 266).

Outra excelente fonte de informação, e essa "de graça", é acessar o FÓRUM da Revista Náutica: http://www.nautica.com.br/forum/

Esse fórum me ajudou muito, e continua me ajudando. É uma ótima fonte de informação e diversão. Você faz uma pergunta e aparece um montão de gente pra dar a opinião, alguns com respostas, outros com mais dúvidas e outros ainda pra arrumar confusão (hehehehe). Para "iniciantes" eu aconselho abrir um Tópico dizendo como e onde gostaria de usar o barco... Vão responder com algumas dúvidas e depois começam várias dicas. É ótimo!

domingo, 3 de outubro de 2010

Aventuras no mar, por Helio Setti Jr. (livro)

Na "teoria" eu deveria continuar aquela "Introdução" da nossa vida náutica, falando sobre nosso primeiro barco e as "aventuras" dos primeiros anos de mar. Na prática me dá uma vontade danada de escrever outras coisas!!

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O livro: AVENTURAS NO MAR
Andanças, amores e peripécias de um velejador boa-praça
O autor: Helio Setti Jr.


"...Mas foi só depois de eu ter realmente decidido ficar mais um ano na região, em vez de sair correndo para atravessar o Índico, que realmente começamos a curtir e viver mais a cidade de Cairns, a sentir com mais calma a cor local. É incrível como tudo na vida, quando se faz sem pressa, adquire muito mais sabor. A pressa só serve para nos deixar menos sensíveis, menos atento a tudo o que acontece em volta. Com pressa se perdem muito dos detalhes, que são tão importante nas coisas. Os fatos são feitos de detalhes, de nuances, de pequenas particularidades, que quando somadas fazem o todo. Perdendo-se os detalhes ainda se vê o todo, mas jamais sua profundidade. Foi com toda essa calma, esse "ter tempo", que ficamos em Cairns. Ah! que sossego. Que benéfico pode ser o ócio..."



Dá pra imaginar o impacto que o parágrafo acima pode ter em uma pessoa como eu?

Li esse trecho do livro hoje. Nem preciso dizer que estou adorando o livro.

Não se trata um "herói", nem de uma grande travessia ou feito histórico. Trata-se de um cara simples, um "fanfarrão náutico", que sai por ai simplesmente pra curtir a vida, coisa que definitivamente ele soube fazer...

Recomendo a leitura!

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Nesses últimos dias fizemos um montão de coisas relacionadas ao nosso sonho (Viver no mar).

No fim de semana passado iniciamos um Curso de Vela. Ontem tivemos nossa segunda aula prática na represa do Guarapiranga... Assunto suficiente para um Post. Em breve...

Ainda no domingo passado fomos visitar um estaleiro em Itanhaém (litoral Sul de São Paulo) para conhecer o Catamarã NETUNO 388, um dos candidatos a virar nossa casa. Mais um assunto para outro Post.

Forte abraço,
Fernando Braite Previdi